Patricia Anastassiadis e Artefacto: o design da afetividade

“Os japoneses conseguem transformar espaços pequenos em verdadeiras pinturas”, diz Patricia Anastassiadis, durante o lançamento das novas peças de sua linha Ginza para a Artefacto, no inicio do mês. “Podemos criar um objeto pequeno e, mesmo assim, reunir nele uma importância imensa.” Apaixonada pela cultura de diferentes partes do mundo, a arquiteta e designer paulistana mergulha mais uma vez na ancestralidade oriental para criar cadeiras, mesas, escrivaninha e mesa lateral que prezam pela funcionalidade, leveza e pela harmonia de encaixe dos materiais.

Desde o início do mês, a vitrine da flagship da Artefacto, na Rua Haddock Lobo, em São Paulo, se transformou em um jardim japonês, permeado pelas peças da linha (o nome Ginza é uma homenagem ao bairro homônimo, um dos mais elegantes de Tóquio), fazendo de lá um espaço contemplativo. “Meu processo de criação tem que ter um significado, senão eu nem começo”, dispara Patrícia. Por isso, o clima oriental criado no endereço para abrigar o mobiliário é essencial para mostrar de onde vieram as formas arredondadas dos tampos das mesas, os materiais, como madeira, as costuras aparentes e o traço minimalista.

Muitas dessas referências, no entanto, são traços já conhecidos da produção da arquiteta apaixonada por moda, que nasceu em meio a tecidos da fábrica da família, no Bom Retiro, em São Paulo. “A moda está na minha forma de pensar. Afinal, moda vem de modos, que significa comportamento, palavra que rege o design e a arquitetura”, explica. A mãe, expert em estamparias e coloração, contribuiu para sua relação próxima com a escolha de tecidos e aviamentos que usa também no design. “É importante pensar como as pessoas vão se relacionar com as peças e com o lugar que elas ocupam. A afetividade está em tudo.”

Artefacto: Rua Haddock Lobo, 1.405, Jardins, São Paulo